Uma dançarina pelo Mundo

Na crónica desta semana quero dar a conhecer um pouco da minha experiência como ex-atleta da seleção nacional.

Quando um par é selecionado para representar Portugal na na Taça da Europa e no Campeonato do Mundo, sente uma honra tremenda, mas também um grande responsabilidade.
Sentimo-nos na obrigação de fazer o máximo pelo nosso país e mostrar que não somos apenas um pequeno retângulo à beira-mar plantado.
Penso que apenas tomei a noção desta responsabilidade alguns dias antes do estágio da seleção, em Rio Maior.
Mas nada se compara com a sensação de entrar dentro de pista com a bandeira sobre os ombros.

A primeira competição foi a Taça da Europa, na Roménia, e o nosso objetivo era entrarmos em pista confiantes no trabalho que íamos apresentar, que acaba por colocar algum peso nos nosso ombros.
Sei que apenas senti “borboletas no estômago” quando vi que no total iríamos competir com 56 pares. Era a primeira vez que fazia parte de uma competição tão grande.

Aliás não me recordo, ao certo, quanto tempo estive a preparar o meu look, para que estivesse perfeito, mas sei que acabei por não terminar o pequeno-almoço.
Tivemos também o privilégio de conseguir que um dos nossos professores nos pudesse acompanhar na competição.
Isto ajudou-nos a manter a mente descontraída e o corpo preparado.
Uma das coisas que me surpreendeu, pela positiva, foi que apesar de estarmos entre os melhores, todos tínhamos o mesmo nervosismo e a mesma ânsia de entrar em pista.
Naquele momento, antes de entrarmos em pista, éramos todos iguais e recordo-me de alguém gritar “Good luck”.
Quando terminámos a primeira ronda de danças Standard, ainda estávamos agarrados a alguns erros que tínhamos cometido, mas com a sensação de dever cumprido.

E esta é a melhor sensação que qualquer desportista pode sentir quando está a representar o seu país!

Lúcia Frieza

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